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Vem aí o Festival Rompendo Cercas – II Edição

Vem aí o Festival Rompendo Cercas – II Edição

A segunda edição do Festival Rompendo Cercas “Transmitindo Resistência” acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2024, na zona rural do município de Tracunhaém, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Realizado pelo Sítio Ágatha com incentivo do Funcultura, as atividades que acontecerão durante os três dias do Festival, procuram ser um chamado à reflexão e organização frente aos mega empreendimentos de distribuição de energia eólica, que, nos últimos anos, têm impactado de forma negativa o território.  

No caso do Complexo de Assentamentos  do Prado, parte de suas terras foram rasgadas pela instalação da Linha de Transmissão Campina Grande III – Pau Ferro. Houve muita luta e resistência, porém não conseguimos impedir que as torres de energia fossem implantadas. Por esse motivo, o Festival é acompanhado do “Transmitindo Resistência”. Diante desse cenário, durante os dias 11 e 12 serão oferecidas uma série de oficinas que, pautadas numa perspectiva socioambiental, étnico-racial e de gênero, propiciará momentos de formação artístico – culturais para adolescentes, jovens e mulheres dos assentamentos Chico Mendes I, Ismael Felipe e Nova Canaã  e da Comunidade Rural de Belo Oriente.

Por sua vez, no dia sábado 13 de julho, como culminância dessas trocas de saberes, será realizado um festival com diversas apresentações artísticas (Maracatu, Coco, Brega e mais), na quadra municipal da Escola Anísio Cabral. A coordenadora geral do Festival Rompendo Cercas – II Edição e matrigestora do Sítio Ágatha, Luiza Cavalcante, reforça a importância da participação da juventude num evento como este: “O Festival vem trazendo muitas expressões culturais, e tem como principal objetivo mobilizar, inspirar e instigar a juventude rural de Tracunhaém (PE), especialmente de Belo Oriente e dos assentamentos da Reforma Agrária a expressar sua criatividade e sua cultura, mostrar para o mundo o que sabem fazer.”

A data escolhida para o Festival não é à toa. No  mês de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Nesse sentido, o Festival procura também ser um espaço de  celebração e de lazer, além de dar visibilidade à vida e as resistências que essas mulheres transmitem.