{"id":1069,"date":"2023-04-05T20:10:37","date_gmt":"2023-04-05T20:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/sitioagatha.org\/?p=1069"},"modified":"2023-04-06T14:45:12","modified_gmt":"2023-04-06T14:45:12","slug":"vizinhas-das-torres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sitioagatha.org\/?p=1069","title":{"rendered":"Vizinhas das torres"},"content":{"rendered":"\n<p>Na s\u00e9rie jornal\u00edstica \u201cVizinhas das torres\u201d, conversamos com tr\u00eas fam\u00edlias que moram nos arredores da Linha de Transmiss\u00e3o (LT) Campina Grande III \u2013 Pau Ferro, que foi instalada pela empresa Rialma S.A. nos assentamentos do Complexo Prado, na Zona Rural do munic\u00edpio de Tracunha\u00e9m (PE). O Complexo Prado \u00e9 formado por tr\u00eas assentamentos: Nova Cana\u00e3, Ismael Felipe e Chico Mendes I. A disputa por essas terras, que pertenciam ao Grupo Jo\u00e3o Santos (JS), come\u00e7ou em 1997 e durou oito anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2005, o INCRA (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria) autorizou o assentamento das fam\u00edlias acampadas, que j\u00e1 produziam e viviam no local. Entre 1997 e 1998, os moradores sofreram com v\u00e1rias reintegra\u00e7\u00f5es de posse judiciais. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Khx-3ciKZRo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Em 2003, houve duas remo\u00e7\u00f5es violentas, uma das quais resultou em outros acampamentos durante dois anos \u00e0s margens da Rodovia PE-41.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A luta fundi\u00e1ria de Luiza e Nzinga Cavalcante se d\u00e1 a partir da ancestralidade. Em 1997, elas e 300 fam\u00edlias se uniram para desapropriar o Engenho Prado. Em 2006, o S\u00edtio \u00c1gatha foi fundado em uma das parcelas do Assentamento Chico Mendes. O nome do S\u00edtio homenageia \u00c1gatha Vit\u00f3ria, filha de Nzinga. O \u00c1gatha foi fundado por uma fam\u00edlia de tr\u00eas mulheres negras de gera\u00e7\u00f5es distintas &#8211; av\u00f3, filha e neta. Atualmente, elas contam com uma equipe de mulheres e homens negros e afrorreferenciados, participantes da associa\u00e7\u00e3o S\u00edtio \u00c1gatha que est\u00e1 voltada especialmente \u00e0s trabalhadoras negras do campo e da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a LT 500 Kv Campina Grande III \u2013 Pau Ferro foi instalada, no ano de 2019, uma das parcelas, ou \u00e1rea de terra para o plantio dos\/as assentadas\/os, diretamente atingida pelas torres foi o S\u00edtio \u00c1gatha [<a href=\"https:\/\/sitioagatha.org\/?p=809\">textos de como foi esse processo est\u00e3o na publica\u00e7\u00e3o Transmitindo Resist\u00eancia<\/a>]. Do \u00c1gatha partimos em busca das &#8220;Vizinhas das torres&#8221;, ou seja, das fam\u00edlias de agricultores\/as que mesmo n\u00e3o atingidas diretamente pela instala\u00e7\u00e3o da LT, foram impactadas pela proximidade assustadora das torres junto \u00e0s suas casas. Andamos por cerca de cem metros e, na primeira casa do assentamento Chico Mendes I, nos encontramos com Carmelita Maria da Silva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita01-apresentacao.mp3\"><\/audio><figcaption>Apresenta\u00e7\u00e3o da agricultora assentada Carmelita Maria da Silva<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns alignwide\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita02.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1077\" width=\"290\" height=\"433\"\/><\/figure><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p>Agricultora de 64 anos, m\u00e3e de seis jovens (tr\u00eas meninos e tr\u00eas meninas) e com quatro netos (dois casais), Carmelita se senta na sua cadeira de balan\u00e7o para conversar sobre a torre instalada atr\u00e1s de sua casa. Ela n\u00e3o foi informada, nem consultada, porque a \u00e1rea onde est\u00e1 a torre pertence a um vizinho. Desde a casa de Lita, assim que ela gosta de ser chamada, d\u00e1 para enxergar claramente a presen\u00e7a dessa enorme estrutura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita02-torre.mp3\"><\/audio><figcaption>Carmelita conta como soube da instala\u00e7\u00e3o da torre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita03-eletricidade.mp3\"><\/audio><figcaption>Carmelita comenta sobre o fornecimento de energia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1076\" srcset=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa.jpg 1000w, https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa-300x200.jpg 300w, https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa-768x512.jpg 768w, https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>A casa de Carmelita e a torre instalada na parcela de um outro assentado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A terra onde mora \u00e9 fruto de muita luta. Lita, com os seus filhos e filhas, moravam no acampamento de lona preta com mais trezentas fam\u00edlias que, ap\u00f3s oito anos, conseguiram a desapropria\u00e7\u00e3o dessas terras. Em 2005, com organiza\u00e7\u00e3o e luta, conseguiram que o Engenho Tocos fosse desapropriado para a reforma agr\u00e1ria. Aproveitamos a visita e tamb\u00e9m conversamos com uma das filhas de Carmelita, Maria Jos\u00e9, conhecida como Junia, que mora com a m\u00e3e. De vestido comprido e no meio das tarefas de casa, Junia para uns minutos e conversa conosco. Nas suas palavras, fica mais n\u00edtida a falta de informa\u00e7\u00e3o e o total descuido da Rialma S.A com as fam\u00edlias agricultoras que moram perto da LT.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/junia01.mp3\"><\/audio><figcaption>Maria Jos\u00e9, filha de Carmelita, sobre a instala\u00e7\u00e3o da torre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fam\u00edlias de agricultores\/as, de um dia para outro, s\u00e3o incomodadas pela presen\u00e7a de desconhecidos que come\u00e7am a instalar uma estrutura de grande porte ao lado de suas casas. Esse megaempreendimento, denominado LT 500 Kv Campina Grande III &#8211; Pau Ferro, rasgou as terras do S\u00edtio \u00c1gatha e dos assentamentos Chico Mendes I e Nova Cana\u00e3. Ele tem como objetivo a distribui\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica produzida na Regi\u00e3o Nordeste para outras regi\u00f5es do Brasil, percorre 130 km e atravessa 15 munic\u00edpios dos estados de Pernambuco (Orob\u00f3, S\u00e3o Vicente Ferrer, Vic\u00eancia, Machados, Buenos Aires, Nazar\u00e9 da Mata, Tracunha\u00e9m, Ara\u00e7oiaba e Igarassu) e Para\u00edba (Campina Grande, Queimadas, Fagundes, Itatuba, Aroeiras e Natuba). Quantas comunidades rurais, quilombolas e ind\u00edgenas foram atingidas por essa e outras LT &#8216;s?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na s\u00e9rie jornal\u00edstica \u201cVizinhas das torres\u201d, conversamos com tr\u00eas fam\u00edlias que moram nos arredores da Linha de Transmiss\u00e3o (LT) Campina Grande III \u2013 Pau Ferro, que foi instalada pela empresa Rialma S.A. nos assentamentos do Complexo Prado, na Zona Rural do munic\u00edpio de Tracunha\u00e9m (PE). 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O Complexo Prado \u00e9 formado por tr\u00eas assentamentos: Nova Cana\u00e3, Ismael Felipe e Chico Mendes I. A disputa por essas terras, que pertenciam ao Grupo Jo\u00e3o Santos (JS), come\u00e7ou em 1997 e durou oito anos.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em novembro de 2005, o INCRA (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria) autorizou o assentamento das fam\u00edlias acampadas, que j\u00e1 produziam e viviam no local. 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Atualmente, elas contam com uma equipe de mulheres e homens negros e afrorreferenciados, participantes da associa\u00e7\u00e3o S\u00edtio \u00c1gatha que est\u00e1 voltada especialmente \u00e0s trabalhadoras negras do campo e da cidade.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Quando a LT 500 Kv Campina Grande III \u2013 Pau Ferro foi instalada, no ano de 2019, uma das parcelas, ou \u00e1rea de terra para o plantio dos\/as assentadas\/os, diretamente atingida pelas torres foi o S\u00edtio \u00c1gatha [<a href=\"https:\/\/sitioagatha.org\/?p=809\">textos de como foi esse processo est\u00e3o na publica\u00e7\u00e3o Transmitindo Resist\u00eancia<\/a>]. Do \u00c1gatha partimos em busca das &#8220;Vizinhas das torres&#8221;, ou seja, das fam\u00edlias de agricultores\/as que mesmo n\u00e3o atingidas diretamente pela instala\u00e7\u00e3o da LT, foram impactadas pela proximidade assustadora das torres junto \u00e0s suas casas. Andamos por cerca de cem metros e, na primeira casa do assentamento Chico Mendes I, nos encontramos com Carmelita Maria da Silva.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:audio {\"id\":1070} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita01-apresentacao.mp3\"><\/audio><figcaption>Apresenta\u00e7\u00e3o da agricultora assentada Carmelita Maria da Silva<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- \/wp:audio --><\/p>\n<p><!-- wp:columns --><\/p>\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- wp:column {\"width\":\"100%\"} --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\"><!-- wp:columns {\"align\":\"wide\"} --><\/p>\n<div class=\"wp-block-columns alignwide\"><!-- wp:column {\"width\":\"50%\"} --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\"><!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":1077,\"width\":290,\"height\":433} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita02.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1077\" width=\"290\" height=\"433\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<p><!-- wp:column {\"width\":\"50%\"} --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\"><!-- wp:paragraph {\"placeholder\":\"Conte\u00fado...\"} --><\/p>\n<p>Agricultora de 64 anos, m\u00e3e de seis jovens (tr\u00eas meninos e tr\u00eas meninas) e com quatro netos (dois casais), Carmelita se senta na sua cadeira de balan\u00e7o para conversar sobre a torre instalada atr\u00e1s de sua casa. Ela n\u00e3o foi informada, nem consultada, porque a \u00e1rea onde est\u00e1 a torre pertence a um vizinho. Desde a casa de Lita, assim que ela gosta de ser chamada, d\u00e1 para enxergar claramente a presen\u00e7a dessa enorme estrutura.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/div>\n<p><!-- \/wp:columns --><\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/div>\n<p><!-- \/wp:columns --><\/p>\n<p><!-- wp:audio {\"id\":1071} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita02-torre.mp3\"><\/audio><figcaption>Carmelita conta como soube da instala\u00e7\u00e3o da torre<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- \/wp:audio --><\/p>\n<p><!-- wp:audio {\"id\":1072} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/lita03-eletricidade.mp3\"><\/audio><figcaption>Carmelita comenta sobre o fornecimento de energia<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- \/wp:audio --><\/p>\n<p><!-- wp:image {\"id\":1076,\"sizeSlug\":\"full\",\"linkDestination\":\"none\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/torre_lita02-baixa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1076\" \/><figcaption>A casa de Carmelita e a torre instalada na parcela de um outro assentado<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A terra onde mora \u00e9 fruto de muita luta. Lita, com os seus filhos e filhas, moravam no acampamento de lona preta com mais trezentas fam\u00edlias que, ap\u00f3s oito anos, conseguiram a desapropria\u00e7\u00e3o dessas terras. Em 2005, com organiza\u00e7\u00e3o e luta, conseguiram que o Engenho Tocos fosse desapropriado para a reforma agr\u00e1ria. Aproveitamos a visita e tamb\u00e9m conversamos com uma das filhas de Carmelita, Maria Jos\u00e9, conhecida como Junia, que mora com a m\u00e3e. De vestido comprido e no meio das tarefas de casa, Junia para uns minutos e conversa conosco. Nas suas palavras, fica mais n\u00edtida a falta de informa\u00e7\u00e3o e o total descuido da Rialma S.A com as fam\u00edlias agricultoras que moram perto da LT.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:audio {\"id\":1073} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/sitioagatha.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/junia01.mp3\"><\/audio><figcaption>Maria Jos\u00e9, filha de Carmelita, sobre a instala\u00e7\u00e3o da torre<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- \/wp:audio --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Fam\u00edlias de agricultores\/as, de um dia para outro, s\u00e3o incomodadas pela presen\u00e7a de desconhecidos que come\u00e7am a instalar uma estrutura de grande porte ao lado de suas casas. Esse megaempreendimento, denominado LT 500 Kv Campina Grande III &#8211; Pau Ferro, rasgou as terras do S\u00edtio \u00c1gatha e dos assentamentos Chico Mendes I e Nova Cana\u00e3. Ele tem como objetivo a distribui\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica produzida na Regi\u00e3o Nordeste para outras regi\u00f5es do Brasil, percorre 130 km e atravessa 15 munic\u00edpios dos estados de Pernambuco (Orob\u00f3, S\u00e3o Vicente Ferrer, Vic\u00eancia, Machados, Buenos Aires, Nazar\u00e9 da Mata, Tracunha\u00e9m, Ara\u00e7oiaba e Igarassu) e Para\u00edba (Campina Grande, Queimadas, Fagundes, Itatuba, Aroeiras e Natuba). 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